Previdência e Saúde

10 de setembro, Dia Mundial de Combate ao Suicídio e o Setembro Amarelo

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), ocorrem anualmente mais de 700 mil casos de suicídio em todo o mundo. No Brasil as autoridades de saúde mental estimam a média anual em 14 mil casos. Durante muito tempo, o assunto foi tratado como tabu e não se divulgava estatísticas a respeito, com a ideia equivocada de que dar visibilidade ao tema seria uma forma de estimular as ocorrências.

Atualmente, porém, em razão das proporções pandêmicas, haja vista os números alarmantes observados em todos os países, independentemente das condições de desenvolvimento socioeconômico de cada um deles, há consenso de que a divulgação, não somente das estatísticas, como de orientações para toda a população sobre medidas preventivas, constitui-se na melhor forma de combate ao fenômeno.

O cometimento de atentado contra a própria vida tem origem na depressão profunda, cujas causas são as mais variadas, sendo que muitas vezes as pessoas nessas condições buscam o isolamento, mas em outros casos emitem sinais que devem ser interpretados como pedidos de socorro.  Por isso, parentes próximos e amigos devem observar essas características e se colocarem à disposição para ajudá-las, escutando, conversando e passando confiança, aconselhando para buscarem ajuda profissional e se oferecendo para acompanhá-las nessas consultas.

O 10 de setembro foi instituído pela OMS no ano de 2003, como o Dia Mundial de Combate ao Suicídio como forma de chamar atenção sobre esse grave problema de saúde pública, enfatizando medidas de prevenção; e tem origem com a história de Mike Emme, jovem estadunidense que cometeu suicídio em 1994.

Já o Setembro Amarelo surgiu como uma campanha dedicada à prevenção do suicídio, utilizando o mês de setembro para intensificar ações de conscientização. Durante esse período, organizações e a sociedade em geral promovem debates, palestras e atividades educativas, reforçando a necessidade de escuta, empatia e informação para salvar vidas.

Estudos de especialistas no Brasil, como Marcelo Finazzi, funcionário do Banco do Brasil e doutor pela UnB, cuja tese foi baseada em pesquisa sobre os casos ocorridos no banco; e internacionais, como o psiquiatra francês Christophe Dejours, que pesquisou as mortes por suicídio de trabalhadores na empresa France Télécom demonstram que, dos anos 1990 para cá, a incidência de casos de suicídio relacionados ao trabalho vêm aumentando, identificando como causa a pressão por produtividade e o assédio moral. Por isso a importância do debate sobre as “modernas” formas de organização e gestão do trabalho.

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