No período 2014-2025 houve redução no total das despesas com pessoal da Caixa, quando se atualiza monetariamente a dezembro de 2025, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o montante contabilizado em cada ano. Em 2025, as despesas com pessoal totalizaram R$ 30,7 bilhões, valor 1,14% inferior ao de 2014 corrigido pelo INPC.

Despesas com salários
Se observada a parte das despesas correspondes a salários, o que equivale, na média do período, a 60% das despesas com pessoal, o corte em valor real é de 5,15%, com R$ 18,86 bilhões em 2014 e R$ 17,88 bilhões em 2025.
Há que se considerar a redução de 16.283 empregados concursados no período, indicando ao menos inexistência de perda da média salarial. Para a contenção de despesas, contribuíram, ainda, os reajustes tímidos na tabela salarial: convenções coletivas de trabalho de 1º de setembro de 2014 a 1º de setembro de 2015 representarem apenas 0,39% em média de ganho real a cada data-base, percentual irrisório se analisados lucros das instituições financeiras, Caixa incluída.
Mudança do perfil bancário
Há que se considerar, também, mudanças acentuadas nas tarefas bancárias, em grande medida proporcionadas pela tecnologia. Operações convencionais, antes concentradas em agências, agora são realizadas em mais de 90% das transações pelos próprios clientes por meio dos canais APP’s e Internet Banking, enquanto o atendimento presencial com exigência mais qualificada é tarefa de bancários ocupantes de funções de natureza especializada e gerenciais, com consequente remuneração mais elevada.
Menos empregados, mudança do perfil bancário com o crescimento de trabalhadores com funções especializadas, transformação no modelo de atendimento proporcionada pela tecnologia, tabela salarial com recomposição residualmente superior ao INPC. Enfim, somados fatores de elevação e redução de custos, o que se conclui é que na conta final da Caixa em termos reais as despesas com pessoal encolhem há dez anos.