Observado período 2014-2025, a despesa com pessoal na Caixa, excluídos valores de indenizações, cresceu nominalmente 79,65%. Mas, se atualizados valores a dezembro de 2025, em termos reais o montante se reduziu 1,14%. Destacadas, apenas, despesas com salários, o corte foi de 5,15%. Não houve redução da remuneração média, uma vez reduzido o total de empregados concursados, mas, de toda forma, o dispêndio da Caixa no último ano foi inferior ao de 2014. As despesas com assistência à saúde na Caixa limitam-se a 6,5% da folha de pagamentos e da folha de benefícios Funcef, desta excluídos valores pagos pelo INSS. Folha da Caixa menor, a participação do banco em assistência, inclusive Saúde Caixa, cai significativamente.

Direitos pós-emprego
Indicador de tal queda é a provisão realizada pela Caixa para honrar direitos pós-emprego. Para o Saúde Caixa, em valores de dezembro de cada ano mencionado, a provisão em 2017, primeiro ano em que se considerou o limite de 6,5%, foi R$ 10,1 bilhões, reduzindo-se a R$ 9,9 em 2018. Em 2019, a provisão alcançou o montante mais elevado, R$ 12,4 bilhões. Em junho de 2026, contabilizados R$ 12,1 bilhões. Há que se considerar, também, que concursados admitidos a partir de 1º de setembro de 2018 perdem o direito ao pós-emprego, mesmo que desligados da Caixa por aposentadoria. São mais de 14 mil trabalhadores discriminados em relação aos admitidos até mencionada data.

O limite de 6,5%, especialmente quando aplicado em folha de pagamentos menor em termos reais, encolhe a participação da Caixa no custo da assistência, que cresce muito mais. A conta será – como vem sendo – paga pelos usuários.