Previdência e Saúde

Fundos de previdência e seus números

Classificadas segundo Consolidado Estatístico da Abrapp, associação desse segmento,  219 Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) administravam, em abril de 2026, R$ 1,347 trilhão, valor equivalente a 11% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, montante 41,9% superior ao total de 2019, R$ 949,9 bilhões. Vinculados a essas entidades, 3.179.535 participantes ativos, 867.690 assistidos (aposentados e pensionistas) e 3.994.655 dependentes. Por patrocínio, 136 de empresas privadas, 75 públicas e 14 instituidores (entidades associativas).

A Previ, dos empregados do Banco do Brasil, é a maior dessas entidades, com R$ 301,2 bilhões e 417 mil participantes, aqui considerados ativos, assistidos e dependentes; a Petros, com empregados do sistema Petrobras, R$ 140,8 bilhões, 574 mil participantes; e a Funcef, de empregados da Caixa Econômica Federal, R$ 126 bilhões e 341 mil participantes. Somadas, as três administravam R$ 568,2 bilhões, 42% do total de 219 fundações.

Aplicação de recursos

Dado a se destacar, também, é o da alocação de recursos. O segmento de Renda Fixa, predominantemente títulos da dívida pública da União, em abril de 2026 concentrava 85,6%, ante 72,9% de dezembro de 2019. Em seguida,  Renda Variável, onde se contabilizam ações negociadas em bolsa, com R$ 98,1 bilhões, 7,3% do total, menos da metade da aplicação de 2019, então em 19,6%. Recursos em planos Funcef seguem essa tendência de concentração.

Taxa básica de juros elevada na rolagem da dívida pública explica a distribuição de recursos. A regra do jogo no Brasil é o denominado “rentismo”: em outras palavras, muitos recursos para papéis e quase nada à economia real.

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